Michelle Bolsonaro se afasta da presidência do PL Mulher e partido perde sua maior referência na ala feminina
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (30/6) que deixará a presidência do PL Mulher. Em nota, ela disse ter tomado a decisão após conversar com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se reuniu com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, na tarde desta terça para comunicar a saída. Segundo Michelle, o objetivo é se dedicar “integralmente” aos cuidados com o marido e com a filha.
A decisão vem em meio à crise pública com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira passada, Michelle publicou um vídeo de cerca de meia hora dizendo ter sido humilhada por Flávio após divergências sobre a posição do PL na corrida pelo governo do Ceará, em novembro de 2025. A ex-primeira-dama era contrária à aproximação de lideranças do partido com o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, enquanto Flávio defendia a articulação. Ela classificou o episódio como uma “punhalada nas costas”.
No vídeo, Michelle também defendeu sua gestão à frente do PL Mulher, citando dificuldade em emplacar candidaturas femininas: para 2026, seriam 54 vagas ao Senado e, pela regra dos 30%, o partido teria direito a 17 candidaturas femininas — ela pediu apenas três (Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis) e descreveu como “uma batalha diária” manter esses nomes.
Após a repercussão, Flávio publicou nota negando ter desrespeitado Michelle e pedindo desculpas caso ela tenha se sentido ofendida. Mesmo deixando o cargo, Michelle ainda considera candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, segundo apurou o Metrópoles.










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