Hugo Motta que rejeitou CPI do Banco Master diz que não vê nenhum problema em Vorcaro pagar diárias de hotel pra ele
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o mesmo que engavetou a CPI do Banco Master, saiu a público nesta terça-feira (16) para dizer que não enxerga nada de errado em ter tido sua estadia em Lisboa custeada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, preso e investigado pela Polícia Federal.
“Não vejo problema, é um evento corporativo, um encontro jurídico, que inclusive participei esse ano já como presidente da Câmara. Então não vejo problema algum”, declarou ao ser questionado por jornalistas.
O problema é que a PF vê. E bastante.
Investigadores localizaram, no celular do banqueiro, mensagens que indicam que Vorcaro custeou suítes júnior no Hotel Four Seasons de Lisboa para Motta e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A fatura encontrada registra cinco diárias no valor total de 3.155,71 euros — cerca de R$ 18,2 mil por diária.
A viagem aconteceu em junho de 2024, durante o 12º Fórum Jurídico de Lisboa — conhecido nos bastidores como “Gilmarpalooza”, por ser organizado pelo grupo educacional do ministro Gilmar Mendes.
Além de bancar a hospedagem, Vorcaro exigiu um forte esquema de privacidade. Em áudio interceptado, ordenou ao assistente: “Tem que ter certeza que o lugar esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista.”
O presidente da Câmara que barrou a investigação parlamentar sobre o Banco Master dormiu — literalmente — em suíte paga pelo dono do mesmo banco. Que agora está preso. Nada a ver, claro.







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