URGENTE - Lula suspende taxa das blusinhas para ganhar votos dos jovens
Em mais uma manobra eleitoral às vésperas de 2026, o governo Lula articula o fim do imposto de importação de 20% cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50 — cerca de R$ 245 na cotação atual — realizadas em plataformas como Shopee, SHEIN, AliExpress e similares.
A ideia no Palácio do Planalto é enviar uma medida provisória ainda em maio para zerar o imposto. O movimento vem logo após o lançamento do Novo Desenrola e integra uma sequência de acenos populares com objetivo claro: recuperar a imagem do presidente.
O que o governo prefere não lembrar é que foi o próprio Lula quem criou a taxa. Em vigência desde agosto de 2024, o tributo estabelece alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 e, para valores acima desse patamar, a tributação chega a 60%, com desconto fixo de US$ 20.
O imposto castigou especialmente os mais pobres. De acordo com pesquisa da Plano CDE, o consumo de importados das classes C, D e E havia caído 35% entre junho de 2024 e abril de 2025 — impacto três vezes maior do que o verificado entre consumidores das classes A e B, que reduziram as compras internacionais em 11%.
Um levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg mostra que 62% dos brasileiros avaliam que a taxa das blusinhas foi um erro do governo, enquanto apenas 30% a consideram um acerto. Foi essa rejeição que acendeu o sinal de alerta no Planalto.
Agora, com o calendário eleitoral batendo à porta, Lula quer se livrar do problema que ele mesmo criou — e ainda empacotar isso como presente ao consumidor.







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