Às vésperas da eleição, Gilmar diz que reajuste de Lula para é legal; em caso de Bolsonaro, votou pela inconstitucionalidade
Durante o governo Jair Bolsonaro, em 2022, o Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600 poucos meses antes da eleição. A medida fazia parte da Emenda Constitucional 123, que também ampliou o auxílio-gás e criou benefícios para caminhoneiros e taxistas.
Dois anos depois, em 2024, o STF julgou parte daquela emenda inconstitucional. O voto que prevaleceu foi justamente o do ministro Gilmar Mendes.
Para Gilmar, a ampliação de benefícios em ano eleitoral, da forma como foi feita naquele momento, violava o princípio da igualdade de oportunidades entre os candidatos. O ministro ainda defendeu que a decisão servisse para impedir medidas semelhantes em outras eleições.
Agora, em 2026, com Lula candidato à reeleição, Gilmar Mendes adotou outro entendimento diante do reajuste de 15% anunciado pelo governo para o Bolsa Família a poucos dias da eleição.
O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691. Gilmar decidiu que o reajuste não afronta a legislação eleitoral e afirmou que a medida representa uma atualização monetária de um programa já existente, sem criação de novo benefício ou mudança nos critérios para receber o Bolsa Família.
Imagine só como Bolsonaro não deve ter sofrido governando um país que os ministros são declaradamente Lulistas.







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