Diretor da PF diz que é equívoco EUA classificar PCC e CV como terroristas
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como um “equívoco grosseiro” a decisão do governo norte-americano de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Em vez de comemorar o endurecimento internacional contra as maiores facções criminosas do Brasil, o chefe da PF foi à TV Globo para defender a tese de que Washington errou.
O argumento apresentado é de que organizações terroristas teriam motivações ideológicas e religiosas, enquanto as facções brasileiras buscariam o lucro — e por isso a estratégia de enfrentamento seria diferente para cada tipo de grupo. 
Rodrigues afirmou ainda que a classificação americana não tem força para alterar a legislação brasileira nem modificar a atuação das autoridades nacionais. 
O que o diretor não explica é por que o Brasil segue sendo um dos países mais violentos do mundo, com PCC e CV dominando territórios e aterrorizando populações inteiras — enquanto o governo Lula se ocupa em contestar a definição usada pelos aliados. Apesar das críticas, o próprio Rodrigues admitiu que a medida pode ampliar a cooperação com os EUA na prisão de foragidos e no bloqueio de armas ao Brasil  — reconhecendo na prática a utilidade da decisão que acabou de criticar.







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