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Belo Horizonte,04/06/2026

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China domina portos do Brasil silenciosamente através de estatais federais e parlamentares silenciam


China domina portos do Brasil silenciosamente através de estatais federais e parlamentares silenciam

Enquanto Lula diz que Flávio Bolsonaro está vendendo o Brasil para os EUA, a China compra o setor portuário do Brasil silenciosamente. Os principais corredores logísticos do país estão sendo transferidos, um a um, para o controle de estatais chinesas. E o que torna esse processo ainda mais grave é que não foi a China que arrombou a porta: foram as próprias empresas públicas brasileiras que a abriram.

Em 2026, o Brasil se tornou o principal destino do capital chinês no exterior, concentrando 10,9% de todo o investimento externo da China no biênio 2025-2026, com 52 megaprojetos somando 6,1 bilhões de dólares em mineração, ferrovias, energia e portos.  Para quem ainda acredita que se trata de uma parceria entre iguais, a pergunta é simples: em qual país do mundo a China coloca 10,9% de todo o seu dinheiro e não exige nada em troca?

No Porto de Santos, a maior porta de entrada e saída de mercadorias do Brasil, a infraestrutura portuária é administrada pela Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa pública federal sucessora da Codesp, vinculada ao governo federal. 

Porto de Paranaguá (PR) — Acordo de R$ 1,5 bilhão da CMPort

Em novembro de 2025, o próprio Ministério de Portos e Aeroportos do governo Lula firmou, em Xangai, um acordo de investimento de R$ 1,5 bilhão com a CMPort para a expansão do TCP. 

Porto do Açu (RJ) — Aquisição de 70% do terminal de petróleo pela CMPort

Em fevereiro de 2025, a CMPort assinou contrato para adquirir 70% do terminal de petróleo do Porto do Açu, o único da América do Sul capaz de receber navios VLCC.  O negócio aguarda aprovação dos reguladores federais — todos nomeados e controlados pelo governo Lula.

Lula na China — 36 acordos e R$ 6 bilhões em portos

Durante visita oficial à China em 2025, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a viagem resultou em ações com potencial de atrair R$ 6 bilhões em investimentos no setor portuário, incluindo o interesse de empresas chinesas no leilão do Túnel de Santos.  Lula foi pessoalmente a Pequim vender os portos brasileiros como oportunidade de negócio para as estatais do governo chinês.




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