Juíza usa argumento de misoginia para conceder perdão judicial a Monique Medeiros no caso Henry Borel
O julgamento do caso Henry Borel terminou com uma decisão que já divide opiniões. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros após 11 dias de sessão — o processo mais longo já realizado no Judiciário fluminense.
Os jurados reduziram a acusação contra Monique de homicídio por omissão para homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar. A partir daí, a magistrada declarou extinta a punibilidade pelo homicídio e aplicou pena de 1 ano e 4 meses pela omissão na tortura sofrida pelo filho — tempo já cumprido em prisão preventiva. 
O fundamento do perdão chamou atenção. A juíza considerou que a reação da sociedade contra Monique foi desproporcional, discriminatória e fruto de uma cultura patriarcal que exige da mulher uma maternidade perfeita. Chegou a afirmar que, se fosse o pai no lugar dela, ele sequer teria sido processado.  Citou ainda o linchamento nas redes sociais e as agressões sofridas por Monique na prisão como fatores que, na sua avaliação, já ultrapassaram qualquer medida razoável de punição. 
Jairinho, por sua vez, foi condenado a 43 anos por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. Tanto o Ministério Público quanto a defesa do ex-vereador anunciaram recurso. 
Henry tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto.







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