Fux admite erro e expõe “injustiça” em condenações do 8 de janeiro
O ministro Luiz Fux mudou de posição e reconheceu que houve erro em decisões anteriores ao julgar réus envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Ao analisar recursos, ele afirmou que parte das condenações resultou em “injustiças” e votou para absolver ou reduzir penas de alguns acusados.
Fux propôs a absolvição total de sete réus que estavam acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e que haviam sido condenados por crimes como incitação e associação criminosa. Para outros três casos mais graves, ligados à depredação das sedes dos Três Poderes, o ministro defendeu a absolvição de crimes mais pesados, mantendo apenas a condenação por dano ao patrimônio público, com pena bem menor.
No voto, o ministro foi direto ao admitir a revisão do próprio entendimento. Segundo ele, decisões anteriores foram tomadas sob pressão e “lógica da urgência”, o que acabou levando a conclusões que hoje não se sustentam mais.
A posição de Fux é apenas porque o ministro entendeu o jogo e caiu na real, percebendo o quanto eram absurdas as penas para pessoas envolvidas no ato de 08 de janeiro que nem estiveram no local.







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