Banco Master pagou R$ 80 milhões a escritório de esposa de Moraes
A Globo revelou que o ministro Alexandre de Moraes movimentou uma ação que pode impactar diretamente o uso das delações premiadas no país, especialmente em casos que envolvem figuras de grande influência.
Relator do processo, Moraes liberou o tema para votação e solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que inclua o caso na pauta. A ação, que tramita desde 2021, foi apresentada pelo PT e questiona pontos da aplicação das delações, pedindo regras mais rígidas.
Entre os principais trechos, está o questionamento sobre acordos firmados com investigados presos. O pedido argumenta que, nesses casos, não haveria garantia de voluntariedade, o que poderia levar à anulação das delações e de todas as provas obtidas a partir delas.
O movimento chama atenção pelo timing. Após anos parado, o processo ganha força justamente em um momento em que uma nova delação pode surgir no centro de um caso sensível. O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, está em negociação com investigadores e já assinou um acordo de confidencialidade, etapa inicial desse tipo de colaboração.
O caso ainda envolve menções a ministros do STF, incluindo o próprio Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o que aumenta a repercussão e a expectativa sobre os próximos passos.
A informação foi antecipada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A tendência é que o tema seja levado ao plenário presencial do Supremo, onde os ministros devem se posicionar e definir possíveis mudanças nas regras das delações premiadas.







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