Moraes usou avião de empresa ligada a Vorcaro na véspera de reunião
Documentos da CPI do Crime Organizado e da Aeronáutica indicam que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, viajou de Brasília para São Paulo em um avião ligado a Daniel Vorcaro.
O voo aconteceu em agosto de 2025, na véspera de um encontro entre os dois, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Registros mostram que Moraes entrou no terminal executivo de Brasília às 19h do dia 7 de agosto, logo após uma sessão no STF. Naquela noite, três voos privados saíram com destino a Congonhas.
O piloto do primeiro, da empresa FSW, afirmou que o ministro não estava a bordo. O segundo voo, às 20h05, foi feito por um jato Phenom 300 da empresa Prime, da qual Vorcaro foi sócio até setembro de 2025. Já o terceiro avião pertencia à Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso.
Diante dessas informações, a conclusão é que Moraes teria embarcado no segundo voo.
No dia seguinte, houve uma reunião com o ex-banqueiro. Em mensagens atribuídas a Vorcaro, enviadas à ex-mulher Martha Graeff, ele escreveu: “Tô com Alexandre e tenho reunião depois com Ciro”, em possível referência ao ministro e ao senador Ciro Nogueira.
A relação entre os dois também aparece em contratos: o banco Master mantinha um acordo de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes. A instituição afirmou que os valores estavam previstos em contrato como pagamento por honorários advocatícios. O vínculo foi encerrado em novembro de 2025.
Mesmo com os registros, o gabinete do ministro negou tudo em nota oficial, afirmando que Moraes nunca viajou em avião de Vorcaro nem esteve com ele ou com Fabiano Zettel, que, segundo a nota, ele sequer conhece. O ministro também classificou as suspeitas como falsas.







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