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Belo Horizonte,02/04/2026

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Ministro Dias Toffoli voou em jatinho de empresa ligada a dono do Master, diz Folha de São Paulo


Ministro Dias Toffoli voou em jatinho de empresa ligada a dono do Master, diz Folha de São Paulo

Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) comprovam que o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli utilizou, em pelo menos uma ocasião, aeronave privada operada por empresa diretamente ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — instituição que o próprio Toffoli investigava como relator no STF. A reportagem é da Folha de S.Paulo.

Em 4 de julho de 2025, Toffoli acessou o terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h. Dez minutos depois, a aeronave de prefixo PR-SAD, da Prime Aviation, decolou para Marília (SP), cidade natal do ministro. A Prime Aviation integra um modelo de compartilhamento de bens de luxo vinculado ao fundo Patrimonial Blue. Até setembro do ano passado, Vorcaro figurava como sócio direto da empresa.

No mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho foram deslocados para Ribeirão Claro (PR), município onde fica o resort Tayayá — frequentado por Toffoli e palco de outro capítulo da crise. Até o ano passado, o ministro e Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro de Vorcaro, eram sócios no empreendimento por meio de empresas e fundos distintos.

O cruzamento de dados aponta que Toffoli acessou o terminal executivo de Brasília ao menos dez vezes em 2025. Em seis ocasiões foi possível identificar as aeronaves utilizadas: cinco envolveram jatos ligados a empresários. Em duas delas, os registros coincidem com voos da Petras Participações, empresa do atual dono do Tayayá, Paulo Humberto Barbosa — com destinos a Ourinhos (SP), aeroporto mais próximo do resort, e a Congonhas (SP). Há ainda registro de voo na aeronave da Ibrame, empresa do empresário Luiz Pastore, amigo próximo do ministro.

Não é a primeira vez que Toffoli aparece em jatinho de alguém ligado ao caso. Em novembro de 2025, o ministro viajou ao Peru para assistir à final da Copa Libertadores a bordo de aeronave do próprio Pastore — e no mesmo voo estava o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor de um dos executivos do Master.

As revelações se somam à série de escândalos que culminaram no afastamento de Toffoli da relatoria do caso em fevereiro deste ano — depois que a Folha revelou, em janeiro, que empresas da família do ministro haviam sido sócias de uma rede de fundos fraudulentos vinculados ao Banco Master. Saiu sem ser formalmente investigado.





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