Governo Lula descartou R$ 108 milhões em vacinas, valor 3 vezes mais que toda a gestão de Bolsonaro
O Ministério da Saúde incinerou mais de R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos ao longo de 2025. Desse total, 17,1% — o equivalente a R$ 18,5 milhões — ainda estavam dentro do prazo de validade no momento do descarte.
Apesar de representar uma redução em relação aos anos anteriores, o volume eliminado segue acima do nível registrado antes da pandemia. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Entre os itens incinerados estão equipamentos hospitalares e insumos adquiridos por decisão judicial. Um dos exemplos é uma bomba de infusão de fluidos utilizada para administrar sangue, medicamentos e nutrientes, comprada por R$ 900 em 2019. Também foram descartados dois kits completos de monitoramento de glicose, adquiridos por R$ 58,99 cada, que tinham validade até dezembro de 2050.
Medicamentos de alto custo usados no tratamento de câncer também foram destruídos mesmo dentro da validade. É o caso do blinatumomabe, utilizado contra a leucemia linfoblástica aguda, ao custo de R$ 141.929,07 por unidade, e do brentuximabe vedotina, indicado para linfomas, com valor unitário de R$ 88.905,59. Tratamentos para doenças raras e vacinas contra a dengue também aparecem na lista.
Segundo o ministério, o volume incinerado correspondeu a 1,48% de todo o estoque em 2025. A meta estabelecida pela pasta é reduzir esse índice para 1%.







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