Fachin cancela investigação da PF que envolvia Toffoli e o grupo Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, determinou o arquivamento da investigação conduzida pela Polícia Federal que levantava suspeitas sobre a atuação do ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o grupo Master.
A decisão foi tomada no sábado (21) e é definitiva, sem possibilidade de recurso. O procedimento tratava de uma “arguição de suspeição” apresentada pela PF após a corporação identificar, em relatório, possíveis vínculos entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao escândalo financeiro do Banco Master.
Segundo as informações, a investigação teve origem em mensagens e dados extraídos de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal, que mencionavam o nome do ministro e levantavam dúvidas sobre um eventual conflito de interesses.
Mesmo diante disso, Fachin decidiu anular o procedimento e arquivá-lo após um acordo interno entre os ministros do STF. A Corte rejeitou formalmente a suspeição de Toffoli e declarou válidos todos os atos praticados por ele no caso.
Como consequência, Toffoli deixou a relatoria da investigação sobre o grupo Master, mas não foi considerado suspeito e segue com direito a participar de julgamentos relacionados ao caso.
Nos bastidores, a decisão foi interpretada como uma tentativa de reduzir o desgaste institucional provocado pela inclusão do nome de um ministro do Supremo em um relatório da Polícia Federal.
O caso Master envolve suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro e conexões políticas e empresariais que ainda estão sob investigação, mantendo o tema no centro das tensões entre instituições.







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