Desembargador que inocentou estuprador de criança de 12 anos, é acusado de abuso sexual por sobrinho e ex-funcionária
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Magid Nauef Láuar, foi citado em acusações divulgadas nas redes sociais por duas pessoas, após a repercussão de uma decisão judicial em que ele anulou a condenação de um homem acusado de estupro de vulnerável. Na decisão, o magistrado entendeu que havia um “vínculo afetivo consensual” entre o réu e uma criança de 12 anos, o que resultou na anulação da pena de nove anos e quatro meses de prisão imposta em primeira instância.
Uma das manifestações foi publicada por Saulo
Lauar, que se apresenta como sobrinho do desembargador. Em seu relato, ele afirma que o episódio teria ocorrido quando ele tinha 14 anos e trabalhava para o magistrado.
- Ele tentou abusar sexualmente de mim quando eu tinha 14 anos. O ato só não se consumou porque eu fugi - escreveu.
Saulo também declarou que manteve o caso em silêncio por anos e que decidiu se manifestar após a recente repercussão.
- Estou revivendo uma dor que guardei por todos esses anos. Mesmo com tratamento psicológico, a ferida se abriu novamente.
Na mesma publicação, ele afirmou que decidiu falar após anos em silêncio.
- Estou revivendo uma dor que guardei por muito tempo. Mesmo com tratamento, a ferida se abriu novamente.
Após o depoimento, outra usuária, identificada como Cássia Fernandes, comentou a postagem afirmando que também teria sido vítima.
— Eu também fui vítima dessa mesma pessoa há muitos anos. Eu era nova e guardei tudo em silêncio.
Ela também declarou:
— Hoje eu me recuso a continuar calada. Não é fácil falar, mas é necessário.
As declarações foram feitas publicamente nas redes sociais e o espaço segue aberto para outra parte se pronunciar.










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