STJ abre processo contra ministro Marco Buzzi após denúncia de assédio sexual
Ministro é acusado de assediar jovem de 18 anos
Após sessão extraordinária realizada na noite desta quarta-feira (4/2), o plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, instaurar uma sindicância para apurar denúncia de assédio sexual envolvendo o ministro Marco Aurélio Buzzi.
Na sequência, foram sorteados os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira para integrar a comissão responsável pela investigação.
Buzzi é acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Nunes Marques atua como relator.
A jovem é filha de um casal de amigos do ministro. Segundo o relato, no dia 9 de janeiro, durante um encontro na praia, ela entrou no mar para nadar, momento em que Buzzi também estava na água. De acordo com a denúncia, a jovem entrou em estado de desespero ao afirmar que o ministro, supostamente visivelmente excitado, tentou agarrá-la por três vezes.
Os denunciantes prestaram depoimento nesta quarta-feira (4/2) à Corregedoria Nacional de Justiça. O inquérito criminal deverá tramitar no STF, em razão do foro privilegiado do ministro, enquanto o processo administrativo seguirá no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, conforme determina a legislação brasileira.
Também por meio de nota, o ministro Marco Buzzi afirmou ter sido surpreendido com o teor das acusações divulgadas por um site, sustentando que elas não correspondem aos fatos. Ele declarou ainda que repudia qualquer insinuação de que tenha cometido ato impróprio.







COMENTÁRIOS