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Belo Horizonte,15/10/2026

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Vorcaro relata pagamento de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para documentário sobre o petista


Vorcaro relata pagamento de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula para documentário sobre o petista

Uma reportagem publicada pela revista VEJA nesta sexta-feira (9) revelou áudios e documentos nos quais Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, relata ter liberado aproximadamente R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar despesas de um documentário sobre Lula no exterior, além de outros valores destinados ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto.

Segundo a publicação, os relatos fazem parte de um anexo apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), no contexto de uma tentativa de delação. Vorcaro afirma que os pagamentos estariam relacionados a negociações para permitir que o Banco Master tivesse acesso a recursos de fundos de pensão de empresas estatais.

O que Vorcaro diz no áudio

Em um dos trechos divulgados pela VEJA, o ex-banqueiro afirma:

“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, eu acho que dá até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado.”

Na mesma gravação, Vorcaro diferencia esse suposto pagamento do patrocínio relacionado ao filme sobre Jair Bolsonaro, afirmando que, no segundo caso, teria sido um patrocínio regular.

A suposta negociação com o PT

De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, a aproximação com o PT teria sido articulada por seu então sócio Augusto Lima, com a intermediação do então líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, para um encontro com o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto.

Em documento citado pela revista, Vorcaro relata que teria sido combinado um pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões em espécie para cobrir despesas do documentário sobre Lula, além de repasses ao instituto.

O filme mencionado é Lula, dirigido por Oliver Stone, produção que reúne depoimentos de pessoas próximas ao presidente.

A reportagem também aponta uma suposta exigência de pagamentos equivalentes a 10% dos recursos que o Banco Master viesse a captar junto a fundos de pensão, incluindo Previ, Petros e Postalis. Segundo as estimativas descritas no relato, o esquema poderia render R$ 1 bilhão aos envolvidos em propinas e R$ 9 bilhões ao banco, caso todas as operações previstas fossem concretizadas.

O que aconteceu com a delação?

Segundo a VEJA, a PGR não deu prosseguimento à proposta de delação que continha essas acusações, alegando falta de provas suficientes para comprovar os pagamentos em dinheiro vivo. A defesa de Vorcaro, por sua vez, afirmou que existiriam mensagens, registros e informações sobre as pessoas e os trajetos utilizados nas supostas entregas.

A reportagem também cita o ministro Alexandre Padilha e auxiliares que, segundo Vorcaro, teriam participado das articulações envolvendo os fundos de pensão. Os citados negaram envolvimento ou relação com o banqueiro, conforme as manifestações registradas pela publicação.

Lula declarou que jamais solicitou ou recebeu vantagem financeira de Vorcaro e que não autorizou terceiros a receber recursos em seu nome.

É importante destacar que os áudios e documentos apresentam acusações atribuídas ao ex-banqueiro. A existência do relato não comprova, por si só, que os pagamentos ocorreram exatamente como descritos ou que Lula tenha participado de qualquer irregularidade.

O conteúdo divulgado levanta questionamentos sobre as relações entre empresários, agentes políticos e fundos de pensão estatais. A apuração dos fatos e a apresentação de provas são fundamentais para esclarecer as acusações.

https://youtube.com/shorts/1eaQbWnPCn8?is=eeC_xGMrVARvutmR




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