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Belo Horizonte,21/05/2026

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Polícia Federal rejeita delação de Vorcaro alegando não ter nada novo

A Polícia Federal comunicou nesta quarta-feira (20) aos advogados de Daniel Vorcaro a rejeição formal da proposta de delação premiada apresentada pela defesa do dono do Banco Master. O motivo oficial é que o material entregue não acrescentou elementos inéditos às investigações. Mas aí fica a pergunta que não quer calar: se a PF já sabia de tudo, por que Vorcaro ficou tanto tempo numa cela especial da superintendência enquanto o acordo estava sendo negociado?


A avaliação dos investigadores é de que os relatos do banqueiro apenas confirmaram o que a polícia já havia descoberto por conta própria, além de apresentar uma profundidade insatisfatória sobre suas relações com ministros do STF.  A suspeita que paira é de que Vorcaro tentou proteger aliados estratégicos para manter uma rede de apoio intacta, o que naturalmente esvaziou qualquer interesse das autoridades no acordo.


Com a recusa, o banqueiro perde a prerrogativa de permanecer na carceragem da PF e deve ser transferido de volta ao sistema prisional comum.  A Polícia Federal afirma já ter material probatório robusto o suficiente, colhido de forma independente, para avançar com o inquérito e apresentar a denúncia formal contra o empresário. 


Tudo bem. Mas se a PF descobriu tudo sozinha, e Vorcaro não tinha nada de novo a oferecer, o que exatamente se esperava dessa delação? A resposta mais incômoda é a mais óbvia: talvez o que faltasse não fossem fatos, mas nomes. Os nomes que Vorcaro se recusou a entregar.


www.thalitamoema.com.br




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