Sérgio Moro denuncia mais uma manobra do Governo lula para aprovar bessias para o stf
O senador Sérgio Moro (PL-PR) denunciou publicamente uma articulação do governo Lula para garantir a aprovação do advogado-geral da União Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A estratégia revelada é simples e eficaz: tirar da CCJ os senadores da oposição que poderiam fazer perguntas incômodas na sabatina marcada para esta quarta-feira (29).
Moro afirmou ter sido surpreendido com a notícia de sua própria substituição na comissão, sem sequer ter sido consultado. Ele ocupava uma vaga do União Brasil e foi substituído pelo senador Renan Filho (MDB-AL), ex-ministro dos Transportes do governo Lula. Não é coincidência. Esta é a segunda vez que Moro perde lugar em uma comissão em arranjos do governo . Na CPI do Crime, há duas semanas, uma jogada semelhante tirou o senador do colegiado e ajudou a enterrar o relatório final.
A reconfiguração da CCJ não parou por aí. O senador Cid Gomes (PSB-CE), que não havia declarado voto, também foi substituído por Ana Paula Lobato (PSB-MA), que já havia sinalizado apoio ao indicado em março. Com as mudanças, Messias passou a somar 15 votos favoráveis na CCJ, com 7 contrários declarados até o momento. O mínimo necessário para avançar ao plenário é de 14 votos.
O raciocínio de Moro é direto: se o governo precisou fazer essa engenharia toda, é porque não tem certeza da aprovação. E ele foi além, antecipando seu voto. Nas palavras do próprio senador:
“Depois dessa manobra, em especial, não tem como ser outra que não contrária a essa indicação.”






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