Ministro da suprema corte, Gilmar Mendes chama ex-pgr janot de alcoólatra
O ministro do STF, Gilmar Mendes chamou o ex-PGR, Rodrigo Janot de “alcoólatra” nesta terça-feira (14), em sessão da Segunda Turma do STF, ao reagir ao relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros da Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No mesmo pronunciamento, o ministro enxergou um “quê de lavajatismo” na atuação da comissão.
“Claro que a constituinte de 88 não poderia supor que daria, com a Procuradoria-Geral da República, o poder a um alcoólatra, mas assim se fez”, declarou Gilmar. E foi além ao descrever Janot como uma “triste figura” que, segundo ele, já convidava interlocutores para tomar grapa a partir das três da tarde e terminava os dias embriagado.
O ataque ocorreu enquanto o ministro criticava o parecer do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, cujo relatório também mirava Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Para Gilmar, a comissão reproduz métodos que marcaram a Lava Jato, como vazamentos seletivos, pressão midiática e construção de narrativas antes de qualquer julgamento.
O embate entre os dois não é novo. Gilmar e Janot protagonizaram um longo conflito público durante o período em que o ex-procurador comandou a Procuradoria-Geral da República, entre 2013 e 2017, com choques frequentes em torno da atuação do Ministério Público e das decisões do Supremo.
Um dos episódios mais graves aconteceu em 2017, quando Janot pediu ao STF que declarasse Gilmar suspeito para julgar um habeas corpus de Eike Batista, sob o argumento de que a esposa do ministro, Guiomar Mendes, trabalhava em escritório de advocacia que prestava serviços ao empresário. Logo depois, veio a público que a filha de Janot atuava em processos da OAS no Cade, e o ex-PGR responsabilizou Gilmar pela divulgação do dado.
O capítulo mais perturbador viria em 2019, quando Janot revelou ter entrado armado no STF com a intenção de matar Gilmar Mendes e depois se suicidar, afirmando que desistiu antes de atirar. A resposta do ministro foi dizer que parte do devido processo legal no país ficou “refém de quem confessa ter impulsos homicidas” e recomendar que o ex-procurador buscasse ajuda psiquiátrica.






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