Haddad defende aumento de imposto de importação e mente ao negar que medida vá encarecer produtos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a decisão do governo de elevar o Imposto de Importação sobre uma série de produtos e afirmou que é “mentira” que a medida provoque aumento de preços ao consumidor, da mesma forma fizeram com os produtos da China, alegando que o imposto quem pagava não era o consumidor.
A declaração ocorre mesmo diante de uma decisão que eleva o custo de entrada de mercadorias estrangeiras no país, medida que, na prática, aumenta o valor pago por empresas importadoras. Esse custo adicional normalmente é repassado ao consumidor final ou reduz a concorrência, limitando o acesso a produtos mais baratos.
Haddad argumenta que a mudança busca proteger a indústria nacional e corrigir distorções no mercado, afirmando que muitos dos produtos afetados já possuem fabricação no Brasil. Ainda assim, o aumento das alíquotas representa uma elevação direta na carga tributária sobre esses itens.
A posição do ministro gerou críticas e questionamentos, já que o aumento de impostos é, por definição, um fator que pressiona os preços. Quando o governo amplia a tributação, ele eleva o custo da cadeia produtiva, o que inevitavelmente impacta o mercado, seja no preço final, seja na redução das opções disponíveis.
A medida reforça a estratégia do governo de ampliar a arrecadação e aumentar a proteção à indústria nacional, enquanto consumidores acompanham com preocupação os possíveis reflexos no custo de vida.







COMENTÁRIOS