Convênio com legislativo permite preservação do patrimônio histórico do RN

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O trabalho de catalogação e digitalização do acervo documental que a Assembleia Legislativa vem realizando desde 2016 tornou-se referência para uma das mais importantes instituições de preservação da história potiguar: o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN). Por meio de um convênio, o Legislativo do RN está contribuindo com recursos financeiros para que o instituto também possa digitalizar parte do seu acervo.

Mais antigo guardião da nossa cultura, criado em 1902, o IHGRN preserva cerca de 50 mil títulos e documentos, alguns com até 300 anos. São cartas de sesmarias, escrituras, declarações, jornais, periódicos, obras raras e outras relíquias que retratam a história do nosso povo potiguar, na sede criada há 116 anos.

Mesmo sendo uma das maiores referências na cultura e na pesquisa histórica do Estado, o instituto é uma entidade civil sem fins lucrativos. Apesar de já ter sido declarado como de utilidade pública, o órgão não dispõe de receitas condizentes com a importância do papel que desempenha.

“Essa digitalização é a coisa mais importante que o Instituto pode fazer. Além de preservar, dará condição para que o pesquisador, de onde estiver, possa fazer a sua pesquisa, o seu estudo. O nosso acervo é o coração da instituição, a sua razão de ser, o restante aqui são paredes. Na hora em que se trata bem, limpa, organiza, digitaliza, estamos cuidando da parte mais importante da instituição e é para isso que estamos lutando”, afirma o presidente do IHGRN, Ormuz Barbalho Simonetti.

Primeiros documentos jurídicos do Estado, as sesmarias são um exemplo. Nesses registros de terras datados de 1640 constam informações valiosas sobre o local em que se vivia, registros pessoais, familiares e sobre a propriedade e a mão de obra. Segundo Ormuz, esse trabalho já deveria ter sido iniciado há 40 anos.

Com o convênio, no valor inicial de R$ 300 mil, a Assembleia Legislativa do RN irá contribuir para a implantação do processo organizacional. Já foram repassados cerca de R$ 100 mil e o cronograma de trabalho segue com o cumprimento de várias fases, envolvendo a contratação de pessoal para atuar na organização, catalogação e recolocação.

O processo envolve várias etapas. Antes de serem digitalizados, os documentos selecionados passarão por um tratamento que inclui higienização, classificação, catalogação e localização.

Atualmente uma comissão interna de servidores está atuando na separação de obras que serão descartadas por já não fazerem parte do acervo, mas que, por seu valor, serão doadas a escolas e instituições.

A pressa passa, a consequência fica! Uma campanha Detran e Governo do Estado

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