
Ministra que vai revisar processo de Bolsonaro no STM já foi advogada de Gleisi Hoffmann e teve escritório beneficiado em R$700 mil pelo Careca do INSS
Sorteada no Superior Tribunal Militar (STM) para atuar como ministra revisora no processo que pode resultar na perda da patente militar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Verônica Abdalla foi indicada à Corte pelo presidente Lula (PT) em 2025 e teve seu nome aprovado pelo Senado em agosto do ano passado. Ela se tornou a segunda mulher a tomar posse no STM em mais de 207 anos de história do tribunal. Antes de assumir o cargo, Verônica foi sócia do escritório Abdalla Sterman Advogados, vínculo que manteve até 2025. No exercício da advocacia, atuou na defesa da atual ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, ambos em processos relacionados à Operação Lava Jato. Os dois foram posteriormente absolvidos. Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e enviados à CPMI do INSS apontam que uma empresa utilizada pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, realizou pagamentos que somam R$ 700 mil ao escritório de advocacia da ministra.


















