Laura Fernandez é eleita presidente da Costa Rica

Laura Fernández foi eleita presidente da Costa Rica e marca uma virada clara à direita no comando do país. Aliada do atual governo, ela venceu a eleição com um discurso firme em defesa da ordem, segurança pública, austeridade fiscal e combate ao crime, bandeiras centrais do campo conservador. Com trajetória ligada ao Executivo e perfil técnico, Laura Fernández construiu sua campanha como continuidade de uma agenda liberal na economia e dura na segurança, prometendo menos tolerância com a criminalidade e maior eficiência do Estado. A vitória reforça o fortalecimento da direita na Costa Rica e segue a tendência de mudança ideológica observada em outros países da América Latina. Ao assumir a presidência, Fernández se torna uma das principais lideranças de direita da região, com o desafio de manter apoio popular e avançar reformas em um cenário político ainda dividido.

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Zé Trovão propõe barrar verba pública para homenagens políticas em ano eleitoral

O deputado federal Zé Trovão apresentou o PL 102/2026 para proibir o uso de dinheiro público em eventos culturais, artísticos ou festivos que promovam ou homenageiem agentes políticos durante anos eleitorais. A proposta altera a Lei das Eleições e veta qualquer tipo de repasse — como convênios, patrocínios, subvenções ou incentivos fiscais — quando houver promoção personalista de autoridades, mesmo que o homenageado não seja candidato. O texto considera promoção personalista qualquer exaltação nominal, visual, simbólica ou temática que associe o evento à imagem de um político. Na justificativa, o parlamentar cita o repasse de R$ 12 milhões do governo federal a escolas de samba em 2026, destacando o enredo da Acadêmicos de Niterói sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou intenção de disputar a reeleição. Para Zé Trovão, esse tipo de uso de verba pública abre brecha para propaganda eleitoral antecipada e desvio de finalidade no fomento cultural. O projeto prevê punições em caso de descumprimento, como devolução integral dos valores, apuração de improbidade administrativa e responsabilização solidária de quem autorizou o repasse e da entidade beneficiada. A ideia, segundo o deputado, é proteger a neutralidade do Estado e impedir que eventos culturais virem palanque político financiado pelo contribuinte.

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Hugo Motta, Flávio Dino, Moraes, governador do Pará se reúnem em camarote para ver final do jogo Flamengo e Corinthians

Em meio a pedidos de impeachment e a uma sequência de escândalos envolvendo o STF, ministros da Suprema Corte deixam claro que a opinião popular não é uma prioridade. Neste domingo (01), os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes dividiram um camarote VIP com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o governador do Pará, Helder Barbalho — ambos com processos que tramitam no Supremo. A cena escancara a promiscuidade entre Judiciário e classe política. Diante dessa proximidade, qual a real chance de Hugo Motta pautar qualquer um dos mais de 50 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes? Praticamente nenhuma. Afinal, integrantes da própria família de Motta são alvos de investigações que dependem diretamente das decisões do STF. Enquanto isso, o país reage com indignação às denúncias envolvendo valores recebidos pela esposa de Alexandre de Moraes do Banco Master. Ainda assim, a resposta simbólica é um camarote de luxo, transmitindo a sensação de total desprezo pela população — como se o recado fosse claro: o povo que discuta e se desgaste, enquanto o poder garante privilégios e conforto. Diante desse cenário de intimidade, blindagem mútua e distanciamento da realidade do brasileiro comum, fica a pergunta inevitável: que chance este país tem de dar certo nessas condições? Para muitos, nenhuma.

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Hugo Motta sinaliza não aprovar CPMI do Banco Master

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado a interlocutores que não pretende autorizar, ao menos neste momento, a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. Apesar de o pedido já contar com o número mínimo de assinaturas exigidas no Congresso, a iniciativa segue travada e sem previsão de avanço. Segundo relatos feitos após reuniões de líderes, Motta sustenta que há uma “fila” de requerimentos de CPIs e CPMIs aguardando despacho e que o Regimento Interno limita o funcionamento simultâneo dessas comissões. Com outros pedidos mais antigos ainda pendentes, a avaliação interna é de que a CPMI do Master dificilmente será instalada agora, ficando sujeita a um represamento por tempo indeterminado. A pressão pela abertura da comissão parte principalmente da oposição, que defende a investigação de possíveis irregularidades envolvendo operações do banco e cobra mais transparência do Legislativo. Parlamentares críticos afirmam que, mesmo quando os requisitos formais são cumpridos, decisões políticas acabam impedindo o avanço das apurações. Além do aval da Câmara, a criação da CPMI também depende do Senado. Por isso, líderes favoráveis à investigação tentam articular apoio junto ao presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre, numa tentativa de destravar o processo. Até agora, porém, a sinalização de Hugo Motta indica resistência em colocar o tema como prioridade. Nos bastidores, a avaliação é de que o adiamento evita desgaste político em um ano sensível no Congresso, mas críticos alertam que a demora pode reforçar a percepção de falta de vontade política para investigar casos envolvendo instituições financeiras e possíveis conexões com o poder público. O mais triste de tudo, é saber que vai ser candidato e reeleito.

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Governo Lula demite coordenadora às vésperas da divulgação do PIB, e sindicato denuncia ameaças da atual gestão

A exoneração da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), gerou um novo foco de tensão dentro do principal órgão de estatísticas do país.  Rebeca Palis, servidora de carreira que estava à frente da área há mais de uma década, foi comunicada da decisão pela direção do IBGE no dia 19 de janeiro, sem que motivos detalhados fossem divulgados oficialmente. A troca ocorre a pouco mais de um mês da divulgação dos dados de crescimento econômico de 2025, marcada para o início de março.  A decisão provocou reação entre técnicos e dirigentes sindicais, que veem a movimentação como um sinal de desgaste na relação entre corpo técnico e gestão. Vários funcionários da área técnica deixaram seus cargos em solidariedade à ex-coordenadora nas semanas seguintes à exoneração.  O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge-SN) também criticou a direção do instituto, liderada por Márcio Pochmann, classificando os atos como expressão de um clima de retaliação e falta de transparência. Em nota, a entidade relatou episódios que considerou arbitrários e destacou um ambiente de “caça às bruxas” contra servidores que levantam críticas ou questionam decisões da atual gestão.  Ainda segundo o sindicato, a troca na coordenação técnica foi realizada sem um plano de transição claro, o que teria fragilizado equipes já sobrecarregadas. A substituição de Palis ficará sob responsabilidade de Ricardo Montes de Moraes, servidor do IBGE desde 2005.  A crise interna levanta questionamentos sobre possíveis efeitos na produção de estatísticas oficiais e sobre a condução técnica do órgão, justamente em um momento crítico para a economia brasileira.

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Vorcaro e ex-presidente do BRB divergem sobre a origem das carteiras

O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram versões divergentes sobre a procedência de carteiras de crédito problemáticas adquiridas do Banco Master a partir de janeiro de 2025. Segundo Vorcaro, o BRB teria sido comunicado de que os créditos não foram gerados diretamente pelo Master, mas sim por uma empresa terceira chamada Tirreno. Já Paulo Henrique Costa sustentou que sempre entendeu que os ativos tinham origem no próprio Banco Master. As declarações ocorreram durante uma acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro. Durante o procedimento, Vorcaro afirmou ter conversado em algumas ocasiões com o então presidente do BRB sobre uma mudança no modelo de negócios do Master, que passaria a trabalhar com carteiras originadas por terceiros. Por outro lado, Paulo Henrique declarou que sua compreensão era de que os créditos haviam sido inicialmente gerados pelo Master, posteriormente vendidos a terceiros e, depois, recomprados para revenda ao BRB. Ele afirmou ainda que só percebeu as inconsistências após a conclusão das operações. A Polícia Federal encerrou a acareação em dezembro. As oitivas foram acompanhadas por representantes do Ministério Público Federal e por um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli. As investigações envolvendo o Banco Master começaram em 2024, a pedido do MPF, para apurar a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro. Conforme os investigadores, esses ativos teriam sido vendidos a outra instituição financeira e, após fiscalização do Banco Central do Brasil, substituídos por títulos sem avaliação técnica adequada. Em 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio, o que inviabilizou a venda da instituição anunciada no dia anterior.

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Empresa ligada a Daniel Vorcaro pagou R$ 67,5 milhões por projeto eólico do ex-ministro Fábio Faria, marido de Patrícia Abravanel

Uma negociação envolvendo R$ 67,5 milhões colocou sob os holofotes uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro e um projeto de energia eólica que pertencia ao ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, marido da apresentadora Patrícia Abravanel. O negócio foi fechado no início de 2024 e envolveu a compra de quase a totalidade de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para desenvolver um complexo eólico no Rio Grande do Norte. Além do pagamento em dinheiro, a transação incluiu um imóvel de alto padrão em São Paulo, que posteriormente foi revendido. O projeto, embora tenha potencial relevante de geração de energia, ainda enfrenta entraves estruturais, principalmente ligados à capacidade da rede elétrica da região, o que impede o pleno escoamento da produção. Na prática, trata-se de um ativo com valor estratégico, mas que ainda não entrou em operação. Do ponto de vista legal, a operação não é proibida. No entanto, chama atenção pelo perfil dos envolvidos. Fábio Faria deixou o governo Bolsonaro em 21 de fevereiro de 2022, e por isso, ainda é classificado como Pessoa Politicamente Exposta (PEP), condição que exige maior rigor em análises de conformidade, transparência e monitoramento financeiro. Não há registro de irregularidade, mas o volume financeiro, a natureza do ativo e as conexões políticas tornam o caso sensível e digno de acompanhamento, especialmente em um cenário em que negócios entre grandes grupos financeiros e ex-integrantes do alto escalão do governo seguem sob escrutínio público.

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Ministro Dias Toffoli admite que pode enviar caso do Banco Master a primeira instância após pressão popular

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou que pode decidir pela remessa do chamado caso Banco Master para a Justiça comum após o término das investigações. A declaração foi feita em uma nota oficial emitida pelo gabinete do ministro nesta quinta-feira.  A investigação, que corre sob sigilo no STF desde o final de 2025, apura possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e foi levada ao Supremo inicialmente por causa de menções a autoridades com foro especial. Toffoli explicou que, “encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias”, desde que não sejam identificadas falhas que comprometam o processo.  A decisão de manter o caso na mais alta corte tem sido alvo de discussões tanto dentro quanto fora do tribunal. Alguns magistrados e observadores do Judiciário avaliam que a devolução do processo pode ser a melhor saída para reduzir o desgaste institucional enfrentado pelo STF e pelo próprio relator. Essa alternativa seria considerada especialmente se a participação de autoridades com foro privilegiado nas irregularidades não for confirmada pelos próximos passos da investigação.  O ministro também destacou que as investigações continuam regularmente, com diligências em andamento e o sigilo necessário mantido para preservar a integridade dos autos. A análise final sobre a competência para julgar o caso — seja na Justiça comum ou em instâncias superiores — dependerá dos resultados dessas apurações.  Até o momento, não há uma data definida para essa decisão, mas a possibilidade de enviar o processo para instâncias inferiores é vista como uma opção concreta conforme os próximos relatórios das autoridades responsáveis pela investigação forem concluídos.

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Ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ângela Vivanco, é presa por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro

A ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco Martínez, foi presa na noite de 25 de janeiro de 2026 em sua casa no bairro de Las Condes, em Santiago, acusada de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência no âmbito de uma investigação conhecida como “trama bielorrusa”. Vivanco — que integrou o mais alto tribunal chileno de 2018 até sua destituição em outubro de 2024, quando foi afastada em meio a acusações de irregularidades e vínculos com um esquema de corrupção que envolvia decisões judiciais favoráveis ao consórcio Belaz Movitec contra a estatal Codelco — negou as acusações afirmando que suas decisões foram independentes. Após a detenção, ela foi levada ao Centro de Justiça de Santiago, onde deve ser formalmente acusada pelo Ministério Público chileno. A prisão de Vivanco marca um episódio sem precedentes no Chile, aprofundando uma crise institucional ao impactar diretamente o sistema judiciário mais alto do país. A investigação apura se Vivanco recebeu pagamentos ilícitos por meio de seu parceiro e se favoreceu interesses privados em casos de grande impacto econômico, agravando questões sobre ética e transparência no Judiciário chileno.

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Em meio ao escândalo do Banco Master e rumores sobre prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, Lula se reúne com Alexandre de Moraes

O presidente Lula teve recentemente um almoço reservado com o ministro do STF Alexandre de Moraes, em Brasília, em meio ao escândalo envolvendo o Banco Master e às discussões sobre uma possível ida de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. O encontro ocorreu durante a crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal após reportagens apontarem o envolvimento de magistrados com o Banco Master. Lula e Moraes almoçaram a sós, segundo três fontes do governo e do Judiciário ouvidas pela coluna de Igor Gadelha. A reunião aconteceu em janeiro e não constou nas agendas oficiais do presidente nem do ministro. Aliados de ambos afirmam que o principal tema tratado teria sido segurança pública. A conversa ocorreu na esteira da escolha do ex-procurador Wellington César Lima como novo ministro da Justiça. Esse foi o segundo encontro entre Lula e Moraes no mês. No dia 15 de janeiro, o presidente recebeu o ministro no Palácio do Planalto, ao lado do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de outros integrantes do governo, em uma reunião ampliada. A audiência ocorreu um dia após Moraes abrir, de ofício, um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Coaf teriam promovido quebra irregular de sigilo fiscal de ministros do STF e de seus familiares. Em dezembro, Lula já havia participado de um almoço reservado com o ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo. O encontro, revelado pelo colunista Lauro Jardim, contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Tanto Toffoli quanto Moraes foram alvo de reportagens que apontam relações pouco ortodoxas com o Banco Master.

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Polícia Federal realiza operação contra o prefeito de Mossoró (RN) por suspeita de desvio de recursos públicos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para desarticular um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde no Rio Grande do Norte. Ao todo, estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado. As investigações indicam irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no RN que prestavam serviços a administrações municipais de vários estados. A operação é baseada em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram falhas na execução dos contratos, incluindo indícios de compras de materiais não entregues, fornecimento inadequado de insumos e sobrepreço. O prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, citado na investigação, é pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, divulgou uma nota: A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vem a público esclarecer que, na data de hoje, foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no âmbito de investigação.A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.

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Banco Master repassou R$5 milhões para escritório de ex-ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowisk

O contrato entre o escritório de advocacia do ex-ministro Ricardo Lewandowski e o Banco Master seguiu em vigor por quase dois anos após ele assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A consultoria jurídica previa honorários de R$ 250 mil mensais. Apuração da colunista Andreza Matais indica que a contratação ocorreu a pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Procurado, Wagner confirmou ter indicado Lewandowski. Ele também teria indicado Guido Mantega ao banco — indicação que nega. O acordo foi firmado em 28 de agosto de 2023 e os repasses seguiram até setembro de 2025. Nesse período, Lewandowski já estava há 21 meses à frente do ministério, cargo que assumiu em janeiro de 2024. No total, o contrato rendeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos ao escritório da família, sendo R$ 5,25 milhões após a ida de Lewandowski ao MJSP. Ao assumir a pasta, ele deixou formalmente a sociedade em 17 de janeiro de 2024. Atualmente, o escritório é administrado por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski.

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Após nota em defesa de Dias Toffoli e ataque à imprensa, Fachin diz que discurso sobre impeachment fragiliza o STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a Corte vive um momento delicado e que a ausência de autolimitação institucional, somada ao avanço do debate sobre impeachment de ministros, pode deixar o tribunal fragilizado e exposto a interferências externas. Em entrevistas recentes, Fachin defendeu a criação de um código de conduta para os ministros do STF, com regras claras sobre comportamento, transparência e conflitos de interesse. Segundo ele, se o próprio tribunal não estabelecer limites internos, o espaço será ocupado por iniciativas de outros Poderes, especialmente do Congresso Nacional, o que colocaria em risco a independência do Judiciário. “Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo”, afirmou o ministro, ao reconhecer que há resistência interna à proposta, seja por se tratar de um ano eleitoral, seja pelo entendimento de que a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) já seria suficiente para regular a atuação dos magistrados. Fachin também foi enfático ao comentar a possibilidade de impeachment de ministros do STF, afirmando que esse tipo de discussão representa uma crise institucional muito grave. Para ele, o simples avanço desse discurso já enfraquece a Corte, abala a confiança pública e amplia o clima de instabilidade entre os Poderes da República. O presidente do STF alertou ainda para exemplos internacionais, como Polônia, Hungria e México, onde disputas políticas resultaram em restrições à atuação de cortes constitucionais, e afirmou que o Brasil deve evitar esse caminho. Na avaliação de Fachin, a adoção de um código de conduta não deve ser vista como moralismo, mas como um instrumento de proteção institucional. Para o ministro, o fortalecimento do STF passa por uma mudança cultural interna, com mais previsibilidade e transparência, capaz de reduzir tensões políticas e impedir que conflitos entre os Poderes evoluam para medidas extremas que comprometam o equilíbrio democrático. Com todo respeito ao STF, mas infelizmente a mais alta corte do país perdeu a credibilidade e respeito há muito tempo.

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Caso Master leva Lula a discutir possível saída de Toffoli do STF, diz Folha de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado incômodo com a condução do ministro Dias Toffoli à frente do inquérito que investiga irregularidades no Banco Master, segundo relatos de auxiliares do Palácio do Planalto à Folha de S.Paulo. De acordo com a apuração, Lula acompanha de perto o andamento das investigações e, nos últimos dias, passou a indicar que não pretende assumir publicamente a defesa do magistrado diante das críticas que envolvem o caso. Em conversas reservadas com aliados, o presidente chegou a mencionar a possibilidade de Toffoli deixar o Supremo, seja por renúncia ou aposentadoria. As declarações teriam ocorrido em tom de desabafo, em meio à avaliação de que o episódio amplia o desgaste institucional do Supremo Tribunal Federal e gera ruído político para o governo. Apesar disso, integrantes do Planalto consideram improvável que Lula formalize qualquer pedido de afastamento do ministro, seja da relatoria ou do cargo. Ainda assim, o presidente sinalizou a interlocutores que pretende retomar o diálogo diretamente com Toffoli, dando continuidade a uma conversa iniciada no fim do ano passado. Na ocasião, Lula teria defendido que todas as apurações fossem levadas até o fim e buscado garantias de que o tribunal manteria esse compromisso, mesmo sob sigilo. Entre os principais pontos de insatisfação do presidente estão o alto grau de sigilo imposto ao inquérito e reportagens que revelaram vínculos de familiares do ministro com estruturas financeiras associadas ao Banco Master. Nos bastidores, Lula demonstrou preocupação com a possibilidade de a investigação perder força ou terminar sem responsabilizações. Segundo avaliações internas relatadas à Folha, o inquérito tem potencial para atingir figuras políticas de diferentes espectros, incluindo integrantes da oposição e aliados do próprio governo. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, mantém relações tanto com lideranças do centrão quanto com nomes ligados ao PT na Bahia, o que aumenta a sensibilidade política do caso.

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Lula conversa com Donald Trump fala sobre Conselho de paz e combate as organizações criminosas do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta sexta-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação durou cerca de 50 minutos e abordou temas estratégicos da relação bilateral entre Brasil e EUA, além de assuntos da agenda internacional. Durante a conversa, os dois líderes trocaram informações sobre os indicadores econômicos de seus países e avaliaram que o atual cenário aponta perspectivas positivas para ambas as economias. Trump destacou que o crescimento econômico do Brasil e dos Estados Unidos é benéfico para toda a região. Lula e Trump também celebraram o fortalecimento do diálogo entre os governos nos últimos meses, o que resultou na retirada de parte significativa das tarifas impostas a produtos brasileiros, sinalizando avanço na relação comercial entre os dois países. No campo da segurança, Lula reiterou uma proposta já encaminhada ao Departamento de Estado norte-americano para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado. A iniciativa prevê ações conjuntas contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de organizações criminosas e intercâmbio de dados sobre transações financeiras. Segundo o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano. Ao tratar de temas internacionais, Lula comentou o convite feito ao Brasil para integrar um Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos. O presidente brasileiro sugeriu que o órgão tenha foco exclusivo na situação de Gaza e inclua representação palestina. Ele também voltou a defender uma ampla reforma da Organização das Nações Unidas, com a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Os dois presidentes ainda trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Lula enfatizou a importância da manutenção da paz, da estabilidade regional e do bem-estar da população venezuelana. Ao final da conversa, Lula e Trump acertaram a realização de uma visita do presidente brasileiro a Washington, após compromissos oficiais do chefe do Executivo no exterior, incluindo viagens à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data do encontro deverá ser definida em breve.

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Governo Lula vai lançar streaming de filmes brasileiros por quase R$5 milhões

O governo Lula planeja lançar até março o serviço de streaming Tela Brasil, cujo desenvolvimento custou R$ 4,4 milhões. Em nota divulgada neste domingo (18), o Ministério da Cultura informou que a plataforma está na fase final de testes. A formação do catálogo segue em andamento, com o mapeamento e a preparação de acervos próprios do MinC e de instituições parceiras. O foco será em produções nacionais, com a promessa de um acervo inicial de cerca de 555 obras. O aplicativo estará disponível para Android e iOS. Compromisso com “representatividade” Segundo o governo, o Tela Brasil terá uma linha editorial definida, priorizando a representatividade das identidades de gênero, culturais e étnico-raciais, a valorização da diversidade regional, a preservação da memória audiovisual e a disponibilização de conteúdos com relevância educacional, formativa e de impacto social.

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Javier Milei diz que nunca chamaria seus cachorros de lula para não insultá-los

Em entrevista à Bloomberg nesta quinta-feira (23), em Davos, na Suíça, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que jamais daria a um de seus cachorros o nome de “Lula”. “Eu os amo muito para insultá-los”, declarou. A declaração ocorreu após o jornalista John Micklethwait questionar se Milei teria uma relação “keynesiana” com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva — referência à teoria econômica que defende a intervenção do Estado na economia, rejeitada por Milei. O apresentador sugeriu que a relação entre os dois seria conturbada e, em tom irônico, perguntou se Milei gostaria de estreitar os laços com Lula ou se “seus cachorros latem cada vez que você o menciona”. Na sequência, o jornalista reforçou a provocação ao perguntar: “Você vai chamar um dos seus cachorros de Lula?”. Milei respondeu: “Eu jamais daria o nome de alguém de esquerda aos meus cachorros. Eu os amo muito para insultá-los”. Conhecido por sua forte ligação afetiva com seus cães, Milei costuma batizá-los com nomes de economistas liberais, como Milton Friedman e Murray Rothbard, o que motivou o questionamento durante a entrevista.

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Moraes proíbe manifestações no entorno da Papudinha, cita caminhada de Nikolas e determina prisão em caso de descumprimento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada imediata e proibiu a permanência de manifestantes nas proximidades do Complexo da Papuda, em Brasília. A ordem alcança também o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde está detido o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o despacho, a medida se aplica a pessoas envolvidas em eventual prática criminosa ou em condutas que representem risco à segurança da unidade prisional. A decisão, assinada na tarde desta sexta-feira (23), autoriza ainda a prisão em flagrante de quem insistir em permanecer no local após advertência das autoridades, em descumprimento da ordem judicial. A iniciativa atende a uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR). No texto, Moraes cita a instalação de uma barraca por um grupo em frente à Papudinha e a caminhada iniciada na segunda-feira (19) pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que partiu de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais, com destino à capital federal. A representação, protocolada na quarta-feira (21) e mantida sob sigilo até a decisão, aponta que a mobilização chamada “Caminhada da Paz”, prevista para domingo (25), teria como objetivo promover protesto ostensivo contra decisões do STF. Segundo a PGR, parlamentares anunciaram deslocamento a Brasília e reforçaram publicamente o chamamento para adesão ao ato, divulgando que a pauta seria “justiça e liberdade” para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O órgão também relata que as pessoas já acampadas em frente ao complexo penitenciário pedem anistia e liberdade ao ex-presidente, com o propósito declarado de pressionar o Supremo por meio da ampla difusão de imagens e vídeos do acampamento nas redes sociais.

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Governo Fátima Bezerra é condenado a pagar R$ 500 mil por assédio moral no RN ; condenada continua no cargo e recebe mais de R$ 6 mil por mês no Gabinete Civil

A Justiça do Trabalho condenou o Governo do Rio Grande do Norte ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo, em razão de práticas de assédio moral organizacional atribuídas à ex-chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), Laise Silvane Tomaz do Nascimento. À época, ela ocupava cargo comissionado durante a gestão da então secretária Virgínia Ferreira. A decisão foi proferida pela 6ª Vara do Trabalho de Natal, após ação ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte. A sentença reconheceu a gravidade das condutas denunciadas e determinou medidas para prevenir novas ocorrências de assédio no órgão. Em nota, o governo da governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que colaborou com as investigações desde o início, prestou as informações solicitadas e adotou providências administrativas, reiterando o compromisso com a dignidade da pessoa humana, os direitos dos trabalhadores e os princípios da Administração Pública. A denúncia do MPT apontou a existência de um ambiente de trabalho degradado, marcado por humilhações públicas, gritos, vigilância excessiva, jornadas extenuantes e desvio de função — inclusive para a realização de tarefas pessoais da então chefe de gabinete. Também foram relatadas práticas de controle da vida privada dos servidores, como monitoramento de redes sociais e restrições ao uso do banheiro. Apesar das denúncias e da condenação, o governo mantém a servidora no Gabinete Civil, com remuneração superior a R$ 6 mil mensais. Para o juiz do Trabalho Dilner Nogueira Santos, as provas comprovaram a violação dos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho. A decisão confirmou tutela de urgência já concedida, proibiu qualquer forma de assédio ou violência no ambiente laboral — inclusive por meios digitais — e determinou a ampla comunicação da sentença a todos os trabalhadores da SEAD.

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Tatiana Sampaio, a pesquisadora que merece o título de Mulher do Ano por fazer seis tetraplégicos voltarem a andar

A pesquisadora Tatiana Sampaio lidera um dos avanços científicos mais relevantes da medicina brasileira nas últimas décadas. Após quase 30 anos de dedicação à pesquisa básica e aplicada, ela coordenou o desenvolvimento da polilaminina, um composto capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados na medula espinhal. Os primeiros testes em humanos apresentaram resultados surpreendentes: pacientes com lesões graves, inclusive casos de tetraplegia, recuperaram sensibilidade e movimentos que antes eram considerados impossíveis pela medicina tradicional. Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental e dependa de etapas regulatórias para uso em larga escala, os resultados já colocam o Brasil no centro das discussões internacionais sobre regeneração neural. Mais do que um avanço científico, o trabalho de Tatiana Sampaio representa esperança real para milhares de pessoas e comprova o impacto da ciência produzida nas universidades públicas. Por tudo isso, ela sim merece o título de Mulher do Ano, Nobel da medicina e tudo que tiver direito — não por discurso, mas por transformar vidas com ciência.

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